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Human Development Reports - United Nations Development Programme (UNDP)

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2013 Report

The Rise of the South: Human Progress in a Diverse World is available for free downloading

Brasil é oitavo país em desigualdade social, diz pesquisa

Folha Online

PATRICIA ZIMMERMANN

CLARICE SPITZ

O Brasil é o oitavo país em desigualdade social, na frente apenas da latina-americana Guatemala, e dosafricanos Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botsuana, Lesoto e Namíbia, segundo ocoeficiente de Gini, parâmetro internacionalmente usado para medir a concentração de renda.

O coeficiente de Gini varia de zero a 1,00. Zero significaria, hipoteticamente, que todos os indivíduosteriam a mesma renda e 1,00, mostraria que apenas um indivíduo teria toda a renda de uma sociedade.

O índice brasileiro foi de 0,593 em 2003, segundo o relatório do PNUD (Programa das Nações Unidaspara o Desenvolvimento) sobre o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em 177 países. De acordo com o documento, no Brasil 46,9% da renda nacional concentram-se nas mãos dos 10% maisricos. Já os 10% mais pobres ficam com apenas 0,7% da renda. Na Guatemala, por exemplo, os 10%mais ricos ficam com 48,3% da renda nacional, enquanto na Namíbia, o país com o pior coeficiente dedesigualdade, os 10% mais ricos ficam com 64,5% da renda.

Economia

O documento destaca ainda que a desigualdade social pode travar a expansão econômica e tornar maisdifícil que os pobres sejam beneficiados pelo crescimento. "Altos níveis de desigualdade de renda sãoruins para o crescimento e enfraquecem a taxa em que o crescimento se converte em redução depobreza: eles reduzem o tamanho do bolo econômico e o tamanho da fatia abocanhada pelos pobres", diz o relatório.

Ao alertar para a gravidade das diferenças sociais no mundo, o representante do PNUD, RicardoFuentes, afirmou que em uma hora cerca de 1,2 mil crianças morrem no mundo, o que equivale a trêstsunamis por mês. "As desigualdades limitam o avanço das metas [objetivos do milênio, traçados para2015], disse.

Segundo ele, os progressos não tem sido suficientes, e o relatório do PNUD servirá como um alerta paraa Assembléia Geral das Nações Unidas marcada para este mês. "Vai chamar a atenção dos chefes deEstado para estes que são problemas do mundo", disse.

Segundo ele, a "extrema desigualdade" limita até mesmo a legitimidade política de alguns governos, edeve ser objeto de políticas públicas específicas.

Simulação

Uma simulação do PNUD revela que o Brasil cairia 52 posições no ranking do IDH caso o índice fossecalculado com base na renda dos 20% mais pobres e não no PIB (Produto Interno Bruto) per capita. Opaís passaria, então da 63ª colocação para o 115º lugar entre os 177 países avaliados. Esse resultadoseria obtido mudando somente a variável renda, sem alterar os indicadores de educação e longevidade.

O estudo revela ainda que a transferência de 5% da renda dos 20% mais ricos do país para os maispobres seria capaz de retirar 26 milhões de pessoas da linha da pobreza e reduzir a taxa de pobreza de22% para 7%.

Na avaliação do PNUD, segundo o relatório, para que as "Metas do Milênio" sejam atingidas é precisouma ampliação substancial da qualidade e quantidade de ajuda ao desenvolvimento, além de bases maisjustas para o comércio internacional e a redução de conflitos violentos entre os povos.

Entre as chamadas "Metas do Milênio", estão a de reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, tanto aporcentagem de pessoas cujo rendimento é inferior a US$ 1 por dia quanto o percentual da populaçãoque sofre de fome. Também fixa a meta de reduzir o índice de mortalidade de crianças com menos decinco anos em dois terços e o índice de mortalidade de mães, em três quartos até 2015.

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