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The Rise of the South: Human Progress in a Diverse World is available for free downloading

ONU elogia forma como Portugal acolhe cidadãos estrangeiros

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No próximo ano, devem ser mais de 900 mil os imigrantes a trabalhar a Portugal. A estimativa é das Nações Unidas que elogia a forma como Portugal acolhe os cidadãos estrangeiros.

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  • Isabel Pereira, uma das autoras do estudo das Nações Unidas, explica que Portugal está na linha da frente no que respeita ao acolhimento de cidadãos estrangeiros

 

As Nações Unidas consideram que Portugal está actualmente na vanguarda no acolhimento de imigrantes.

É dos países, que cediam sobretudo mão-de-obra ao estrangeiro, que melhor se soube a adaptar à transformação ocorrida nos últimos anos, tornando-se em pátria de acolhimento.

No relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano, esta segunda-feira conhecido, a ONU dá destaque às migrações e, entre estes elogios, aponta também para um claro aumento no número de imigrantes que virão trabalhar para Portugal.

Em 2005, eram mais de 763 mil. No próximo ano, Portugal vai ter quase 920 mil imigrantes. Pelas contas da ONU, em 2005, 7,2 por cento da população em Portugal era imigrante, enviando para os países de origem remessas no valor de cerca de um milhão de euros.

Em contrapartida, as entradas dos emigrantes portugueses no nosso país ultrapassavam os três milhões de euros. Como destino, três em cada cinco portugueses escolhem emigrar para a Europa, sendo a América do norte o segundo destino mais procurado.

O Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas revela que em todo o mundo, a maioria dos migrantes desloca-se dentro das próprias fronteiras. Há quase quatro vezes mais pessoas a mudarem-se dentro do próprio país do que para o estrangeiro.

Os mais pobres têm mais riscos, mas também mais benefícios na migração. Entre os beneficios, os rendimentos aumentam em média, 15 vezes mais, a mortalidade infantil cai para valores 16 vezes mais baixos. Entre os riscos, contam-se as despesas financeiras, o risco de exploração, abuso e encarceramento sobretudo dos imigrantes clandestinos.

Para melhorar as condições dos migrantes, a ONU apresenta um pacote de seis reformas: abrir os canais para mais trabalhadores, sobretudo os menos qualificados; garantir serviços básicos como a educação e os serviços médicos; baixar as despesas da migração; facilitar a migração interna; encontrar soluções benéficas para os migrantes e as comunidades de destino e por último, fazer da migração uma área estratégica.

Isabel Pereira foi uma das autoras deste documento das Nações Unidas. A responsável máxima sobre o capítulo dedicado à Europa, ouvida pela TSF, explica porque é que a ONU coloca então Portugal entre os países de vanguarda no acolhimento de estrangeiros.

«Algo que salientamos é a importância de integrar os imigrantes e aí Portugal é quase sempre referido como estando na vanguarda. Um dos aspectos positivos relaciona-se com o facto de existirem várias iniciativas em termos de políticas mas também da sociedade civil e de Organizações Não Governamentais no sentido de integrar os imigrantes nas comunidades», salienta.

Isabel Pereira exemplifica o comportamento positivo de Portugal com os cursos de aprendizagem da língua portuguesa ou o acesso aos serviços de saúde ou educação.

O relatório anual das Nações Unidas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano avalia o bem estar das pessoas e este ano Portugal cai um lugar no ranking, ocupa agora a posição 34, mas surge incluído no grupo de países com um índice de desenvolvimento muito elevado.

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