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Metade das pessoas que emigram no mundo se movimenta entre países em
desenvolvimento, mais do que os 37% que vão de nações em
desenvolvimento para países desenvolvidos, informa reportagem de Cláudia Antunes para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Dez por cento mudam-se de um país desenvolvido para outro.
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Essas são algumas das informações com que o Pnud (Programa da ONU para
o Desenvolvimento) pretende "desafiar estereótipos" ao divulgar nesta
segunda-feira o relatório "Ultrapassar barreiras: mobilidade e
desenvolvimento humano". O relatório defende com veemência a mobilidade
como uma das liberdades fundamentais e do movimento humano como
"exercício dessa liberdade".
O Pnud chama atenção para as barreiras políticas, econômicas e
burocráticas que mantêm em cerca de 3% a proporção de emigrantes no
total da população mundial, nível semelhante ao de 50 anos atrás, antes
da mundialização financeira, da última onda de liberalização comercial
e do fim do bloco soviético.
O relatório do Pnud também calculou, pela primeira vez, o contingente
de migrantes internos: 740 milhões de pessoas. E chama atenção para que
um terço dos países ainda impõe algum tipo de restrição a esse
movimento, incluindo Belarus, China, Mongólia e Vietnã. O documento
defende as migrações internas como fator primordial de equalização de
renda e acesso a serviços de saúde e educação.
Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.
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