Revista Epoca
O Relatório do Desenvolvimento Humano publicado nesta segunda-feira (5) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)
afirma que migração é um fator importante para melhorar a vida de
milhões de pessoas em todo o mundo. A pesquisa, apresentada junto com o novo ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),
demonstra que a migração ajuda o desenvolvimento das pessoas que se
mudam, das comunidades de destino, e também daqueles que ficam na terra
natal.
Quase 1 bilhão de pessoas no mundo são migrantes, afirma o relatório, que tem o título Ultrapassar Barreiras: Mobilidade e desenvolvimento humanos
- o que faz com que um em cada sete habitantes do planeta viva longe de
casa. Em uma época em que cresce o preconceito contra imigrantes dentro
de países desenvolvidos, o relatório apresenta ideias diferentes: a
maior parte da movimentação - totalizando cerca de 740 milhões de
pessoas - ocorre dentro das próprias fronteiras nacionais.
E
mesmo entre as migrações internacionais, apenas 37% são de países em
desenvolvimento para países desenvolvidos. A maior parte delas, cerca
de 50%, dos 214 milhões de imigrantes no mundo - dos quais 50 milhões
são ilegais - se desloca entre dois países em desenvolvimento. A
movimentação entre dois países desenvolvidos equivale a 10% do total.
O documento também afirma que "ao contrário do que normalmente se
acredita, os migrantes estimulam a produtividade econômica". De acordo
com a pesquisa, a imigração aumenta o emprego, não expulsa os nativos
do seu mercado de trabalho e melhora as taxas de investimento em novos
negócios e iniciativas.
"O relatório não defende uma
liberalização total, pois a população do país de destino tem o direito
de modelar sua sociedade, mas sustenta que seria bom aumentar o acesso
aos setores que têm forte demanda de mão de obra, inclusive para
empregados pouco qualificados", explicou o documento do Pnud, citando
também envelhecimento da população de inúmeros países industrializados.
No Brasil, a taxa de migração interna é de 10,1%. A
taxa de de brasileiros que vão para o exterior é de 0,5% e tem se
mantido estável, segundo o coordenador do relatório no Brasil, Flávio
Comim, em entrevista a Agência Brasil. Já a taxa de imigração, que se
refere a pessoas que vêm de outros países para o Brasil, tem caído e
atualmente é de 0,4%. Em 1960, havia 1,3 milhão de imigrantes no
Brasil, e atualmente esse número é de 686,3 mil pessoas.
Confira mapa dos fluxos migratórios mundias, apresentado pelo Pnud com o relatório:
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