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Rapports sur le développement humain - Programme des Nations Unies pour le développement (PNUD)

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EN VEDETTE

Rapport 2013

L'essor du Sud : le progrès humain dans un monde diversifié
est disponible en téléchargement gratuit

Populações mais pobres são as que mais sofrem com alterações climáticas

Sol

«Há um risco muito grande para toda a humanidade, mas não se prevê que nenhum destes efeitos venha a ocorrer nos próximos 10 ou 20 anos. No entanto, há ameaças sérias para os mais desfavorecidos a médio prazo», afirmou Pedro Conceição, perito do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O perito falava durante a apresentação do relatório anual do PNUD sobre Desenvolvimento Humano, este ano intitulado «Combater as Alterações Climáticas: Solidariedade Humana num Mundo Dividido».

De acordo com Pedro Conceição, o «efeito das alterações climáticas vai reforçar a desigualdade (entre os povos)».

Exemplificando, o perito afirmou que as populações mais pobres estão concentradas em zonas geograficamente mais frágeis e mais sujeitas a inundações ou outras catástrofes naturais.

«Três quartos da população que vive em pobreza extrema depende da agricultura para subsistir e as alterações climáticas vão colocar em causa a manutenção dessa agricultura», disse ainda.

Pedro Conceição destacou cinco factores que vão sofrer grandes consequências com as alterações climáticas: redução da produtividade agrícola, maiores dificuldades no acesso à água, maior exposição a desastres naturais, colapso dos ecossistemas e um aumento dos riscos para a saúde.

O perito alertou que se não se fizer nada para reduzir a emissão de gazes de efeito estuda, daqui a 50 ou 60 anos o mundo vai começar a sentir os seus efeitos «e nessa altura não há nada a fazer».

Para combater a emissão desses gases, Isabel Medalho Pereira, também uma perita do PNUD, disse que é necessário actuar nas causas que estão a levar às alterações climáticas e preparar as pessoas para os riscos dos acontecimentos que vão ser inevitáveis.

Defendeu, por isso, a implementação a nível internacional de políticas que promovam uma maior eficácia no uso da energia, tecnologias de reduzidas emissões de gazes, incentivos às energias renováveis e uma melhor gestão das florestas, entre outros.

Relativamente aos Indicadores de Desenvolvimento Humano, Isabel Medalho Pereira alertou que os dados deste ano não são comparáveis com os de 2006 por alguns dos índices terem sofrido actualizações.

Tal como acontece com os restantes países, em relação a Portugal, que este ano figura no 29.º lugar, uma posição abaixo da que tinha em 2006, a perita afirmou que, na prática, não houve uma descida.

«A alteração é aparente. Se utilizarmos os valores actualizados para o ano anterior (2006) veremos que Portugal estaria exactamente na mesma posição», afirmou.

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